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Stress no Trabalho

O que é o stresse e os riscos psicossociais no trabalho?

O stresse no trabalho é uma das mais sérias consequências de um ambiente de trabalho negativo em termos psicossociais, até porque os trabalhadores afetados por stresse prolongado podem acabar por desenvolver problemas graves de saúde física, como doenças cardiovasculares ou lesões músculo-esqueléticas.

"O stresse no trabalho ocorre quando as exigências do emprego excedem a capacidade do trabalhador para lhes dar resposta."

Para a organização, os efeitos negativos incluem um fraco desempenho geral da empresa, aumento do absentismo, "presenteísmo" (trabalhadores que se apresentam ao trabalho doentes e incapazes de funcionar eficazmente) e subida das taxas de acidentes e lesões.

Os períodos de absentismo tendem a ser mais longos do que os decorrentes de outras causas e o stresse relacionado com o trabalho pode contribuir para um aumento da taxa de reforma antecipada, em particular entre trabalhadores administrativos. Os custos estimados para as empresas e para a sociedade são significativos e chegam aos milhares de milhões de euros a nível nacional.

Os riscos psicossociais estão associados às consequências psicológicas, físicas e sociais adversas resultantes de uma organização e de uma gestão desfavoráveis no local de trabalho, bem como de um contexto social negativo no trabalho.

"Existem riscos psicossociais em todos os locais de trabalho."

A nível individual, as consequências adversas de uma má gestão dos riscos psicossociais traduzem-se em stresse relacionado com o trabalho, uma saúde mental frágil, esgotamento, dificuldades de concentração e propensão para cometer mais erros, problemas em casa, abuso de álcool e drogas e problemas de saúde física, nomeadamente, doenças cardiovasculares e problemas músculo-esqueléticos.

A nível da empresa, as consequências negativas incluem um fraco desempenho geral da empresa, aumento do absentismo, do presentismo) e aumento das taxas de acidentes e de danos pessoais. As ausências tendem a ser mais prolongadas do que as associadas a outras causas e o stresse relacionado com o trabalho pode contribuir para aumentar as taxas de reforma antecipada. São significativas as estimativas dos custos para as empresas e para a sociedade, os quais podem ascender aos milhares de milhões de euros a uma escala nacional.

Os princípios de prevenção

"O modelo de avaliação de riscos pode ser prontamente aplicado à gestão do stresse relacionado com o trabalho."

Os riscos psicossociais podem ser avaliados e geridos da mesma forma sistemática que outros riscos de SST, utilizando para tal o modelo de avaliação de riscos e seguindo a abordagem participativa, que passa por:

a) Identificar os perigos e aqueles que estão potencialmente em risco. A tomada de consciência sobre os riscos é essencial: importa assegurar que os quadros dirigentes e os trabalhadores estão conscientes dos riscos psicossociais e dos sinais de alerta precoce do stresse relacionado com o trabalho, e de que ambos estão envolvidos na avaliação de riscos;

b) Avaliar os riscos e classificá-los em termos de prioridades;

c) Planear ações preventivas: se os riscos não puderem ser evitados, de que forma poderão ser minimizados?

d) Pôr em execução o plano: há que especificar as medidas a tomar, os recursos necessários, as pessoas envolvidas e o enquadramento temporal;

e) Monitorizar e rever em permanência o plano, alterando-o em função dos resultados da monitorização.

O que pode fazer na sua empresa/organização

Pode começar com uma avaliação do ambiente de trabalho existente, através de inquéritos e entrevistas aos trabalhadores, seguindo-se, por via do debate, a identificação de melhorias de ordem prática. A adoção deste tipo de procedimento assegura a participação dos trabalhadores e centra a atenção na resolução das causas subjacentes ao stresse relacionado com o trabalho e a outros problemas psicossociais.

É importante que a gestão dos riscos psicossociais seja integrada na gestão da SST em geral, em lugar de ser levada a cabo como uma atividade separada, sendo que a Medi-T possui uma equipa Técnica capaz de efetuar esta avaliação e desenvolver programas que permitam levar os colaboradores a participar ativamente nas decisões necessárias à implementação de medidas de prevenção.

Quais os benefícios de prevenir os riscos psicossociais?

"Num bom ambiente de trabalho, os trabalhadores dão conta de um elevado grau de satisfação com o trabalho e sentem-se estimulados e motivados para desenvolver todas as suas potencialidades."

Não subsistem dúvidas que os benefícios são muitos para:
- os trabalhadores, quanto à melhoria do bem-estar e da satisfação com o trabalho;
- os quadros dirigentes, quanto a uma mão de obra saudável, motivada e produtiva;
- as empresas, quanto a uma melhoria global do desempenho, redução do absentismo e do presentismo, redução das taxas de acidentes e de danos pessoais e maior manutenção dos trabalhadores em atividade;
- a sociedade, quanto à redução dos custos e dos encargos sobre as pessoas individuais e a sociedade em geral.

 

Stress at Work: Fact and Figures (download)

O Relatório Europeu sobre o stress, concluiu que 22% dos trabalhadores europeus é afectado pelo stress no trabalho.

"Stress no trabalho é comum em toda a Europa. Em pesquisas realizadas a cada cinco anos pela Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho, os entrevistados nomearam-no como a segunda ameaça mais comum apresentado pelo ambiente de trabalho. Apenas problemas osteomusculares são vistos como mais prováveis danos à saúde dos trabalhadores ". Segundo a quarta Pesquisa Europeia das Condições de Trabalho, realizada em 2005 em todos os Estados-Membros, o 22% dos europeus foi afectado pelo stress no trabalho.
Em 2002, os 15 membros da EU tiveram um custo económico anual do stress estimado em 20 mil milhões de euros."

Fonte: http://www.act.gov.pt/ | http://osha.europa.eu/en